A fotografia não foi um destino planejado, mas um caminho que se abriu diante de mim quando eu decidi virar a página.
Minha formação é em Direito, mas optei pela liberdade dos cliques proporcionados pela fotografia. Foi então que a minha jornada começou. Sempre recebi elogios de amigos e familiares sobre o meu olhar para a fotografia. Foram eles que me inspiraram e me incentivaram a seguir nesse caminho. Era o início de 2016, e um novo ciclo começava.
Desde então, cada imagem que capturo é um pedaço dessa jornada – um percurso onde o olhar se aprimora e a arte se revela no instante exato.

Não é a câmera que faz a fotografia, mas o sentimento que se coloca nela.
Para mim, cada clique precisa carregar alma, emoção e verdade. Mais do que um registro, busco criar imagens que transmitam leveza, paz e conexão. Meu olhar não segue regras fixas; ele se molda ao momento, ao ambiente, às pessoas. É um afiar constante – como uma lâmina que se torna mais precisa com o tempo.
Seja fotografando pessoas, paisagens, eventos ou objetos, meu compromisso é sempre com a arte. Cada cena é uma tela em branco, e meu desafio é transformá-la em uma história.

Tenho três sonhos fundamentais que orientam minha trajetória: realizar exposições, viajar e registrar o mundo a partir do meu olhar singular.
O primeiro se tornou realidade com exposições em Noronha e no MIS, onde minha arte encontrou novos olhares. O segundo aconteceu quando fotografei na Itália a convite da Top Magazine e da Honda Motors, um projeto que me levou a outros horizontes.
O terceiro sonho ainda está em curso: rodar o mundo com minha câmera, eternizando fragmentos de tempo em cada cidade, cada paisagem, cada expressão.
Afinal, a fotografia é isso – uma forma de viajar sem sair do lugar, de congelar o efêmero e torná-lo eterno.

Quando alguém olha uma foto e diz “Essa foto é do Pipa”, sei que cumpri meu papel.
O retorno das pessoas é o que me move. Escuto que minhas imagens transmitem amor, e essa é a maior recompensa. Mas sei que a arte também precisa de críticas, pois são elas que nos fazem crescer, evoluir, enxergar além do que já vemos.
No fim das contas, não se trata apenas de fotografar. Trata-se de sentir. Capturar a essência, tocar o outro através de uma imagem, criar um instante que sobreviva ao tempo.

Minha próxima viagem? O próximo clique? O próximo projeto?
A resposta está no próprio ato de fotografar. A cada novo trabalho, descubro uma nova forma de ver o mundo. A fotografia evolui, e com ela, meu olhar. Câmeras mudam, técnicas avançam, mas o essencial permanece: o desejo de contar histórias através da luz.
Se o destino assim permitir, continuarei a fotografar o mundo — e, quem sabe, um dia, até a Lua.
